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A erva daninha e a boa planta

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“Brilhantes” ideias malignas

Na semana passada tomei conhecimento de que alguns jovens tiveram uma ”ideia” que eles devem ter considerado “brilhante”:  molharam um cãozinho com alguma sustância inflamável, colocaram fogo e o filmaram até morrer.

Depois colocaram o filme na Internet.

Eu não quis ver essas imagens porque entendo que atos como estes denigrem o ser humano e rebaixa a humanidade à barbárie criminosa.

Sabemos que é crime maltratar animais, mas o que dizer de um comportamento como este?

Refiro-me à desgraçada “ideia” que alguém teve, considerando-a “genial” e, ao invés de ser impedido pelos que estavam ao redor, pelo contrário, obteve apoio.

Paulo falou sobre os que desprezam o conhecimento de Deus:

E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém... estando cheios de toda iniqüidade... desobedientes ao pai e à mãe... sem afeição natural... sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. Rm 1.28-32

É por isso que Paulo orienta-nos por duas vezes a não nos cansarmos de fazer o bem:

 

E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Gl 6.9

E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. 2 Ts 3.13

 

Se ele insiste nisso é porque é possível alguém desanimar de fazer o que é bom, gracioso, digno de honra e nobre (este é o significado da palavra bem no grego). Mas é bom que a gente pergunte: Por que podemos nos cansar de fazer o bem?

 

Por que podemos nos cansar de fazer o bem?

 

A resposta está na própria natureza. Os agricultores são trabalhadores da terra. Eles sabem que para produzir grandes colheitas é preciso muito trabalho: arar da terra, limpar, adubar, no tempo certo plantar, regar, esperar crescer para depois colher.

 

Por outro lado você já viu uma “produtiva plantação de mato”? O mato não exige nada. Ninguém precisa plantá-lo. É só deixá-lo crescer. É chamado de erva daninha, isto é, nociva, má, que causa estragos. É uma praga que atrapalha o bom trabalho dos agricultores que precisam retirá-lo continuamente, senão, pode impedir o crescimento da boa planta.

 

Assim é o pecado na natureza humana. É como o mato: nasce sem esforço, não precisa plantá-lo, não precisa fazer força, ele está presente no coração humano e se manifesta constantemente frutificando em más ações. Para o mal qualquer pessoa tem ideias que ela considera “geniais”. Os maus pensamentos brotam em suas mentes como se fossem inspirações do inferno a ponto de enojarem a todos os que ouvem.

 

O bem custa caro. É preciso esforço, perseverança, vitória sobre o desânimo, insistência. E estas atitudes cansam. O importante é não desistir de fazer o bem, porque no devido tempo havemos de colher.

 

Fazer o bem é uma ideia melhor

 

Soube de um jovem que, após encontrar-se com amigos no centro da cidade, voltava para a Universidade acompanhado de um de seus professores. Andavam por uma estrada que cujas laterais eram terras aradas, que estavam sendo preparadas para o plantio. Nelas havia alguns trabalhadores que estavam terminando o serviço pela hora da tarde. Estes deixavam seus sapatos na beira da estrada para tornar a calçá-los quando saíssem da terra.

 

Ao ver um dos pares de sapato o jovem teve uma daquelas “ideias brilhantes”. Propôs ao professor pegar um par de sapatos e escondê-lo e depois ficar atrás das árvores para avaliar a reação do trabalhador. O professor logo o desestimulou de fazer aquilo lembrando que seria um ato de maldade com um homem simples, sofrido e que não seria bom acrescentar-lhe preocupações e aborrecimentos. Porém, resolveu desafiar o aluno a fazer algo melhor, mais inteligente, mais nobre, mais digno de honra, enfim, mais gracioso. Então lembrou o jovem que o trabalhador era pobre e ele, o aluno, era rico. Assim propôs que o jovem coloca-se uma moeda de grande valor em cada sapato do homem. Aí, sim, eles se esconderiam atrás das árvores e veriam a sua reação. O jovem gostou da ideia e, apesar do custo, colocou as moedas nos sapatos e aguardou o trabalhador chegar.

 

O homem saiu do campo, limpou os pés, pegou um dos sapatos para calçar e viu a moeda. Pegou-a, olhou para estrada como se procurasse por alguém. Depois a guardou no bolso. Ao calçar o outro sapato notou outra moeda. Neste momento o homem a pegou nas mãos, ajoelhou-se e em alta voz orou:

 

- Senhor, muito obrigado! Saí de casa deixando minha mulher doente e meus filhos sem pão! O Senhor tocou um coração bondoso para que pudesse me suprir. Muito obrigado! Abençoa quem fez isto!

 

O professor voltou-se para o aluno e perguntou o que ele tinha achado. O jovem reconheceu estar recompensado, feliz e surpreso por ter ajudado ao trabalhador ao invés de ter-lhe gratuitamente causado um aborrecimento. Prometeu a si que pensaria muitas vezes antes de agir de forma a causar prejuízo a alguém, mesmo por brincadeira.

 

Sabe amados, fazer coisas ruins é muito fácil. Qualquer um pode fazer. A maldade humana é como o mato. As “ideias” brotam na fértil mente pecaminosa. Por outro lado, fazer o bem tem um custo, exige mais energia, esforço, suor. Seja sábio. Não se canse de fazer o bem, porque você vai colher muitos bons frutos de todo o bem que fizer.

Joubert de Oliveira Sobrinho
Devocional CRE de 01.08.11

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